Como é possível depois deste tempo todo o meu coração ainda bater forte quando sinto a tua presença. É como se… Não, não pode! O P. morreu, eu mesmo o vi morrer. Ali, naquele dia em que discutimos e virámos costas um ao outro. Foi tudo tão surreal e verdadeiro ao mesmo tempo. Sentia-me num sonho e lúcida ao mesmo tempo, queria chorar de tanto rir. Sentia-me bem, frustrada e confusa. Que bem e mal eu estava, tão sóbria e bêbeda ao mesmo tempo. Foi uma não despedida que já tínhamos concretizado há muito tempo. P. porquê? Porque me fazes ainda falta e porque ainda te sinto perto de mim meu cabrão? Foi como uma paragem na nossa estória, um novo capítulo que ia começar. Eu sem ti, durante dias, meses, anos até. Pois eu não te quero ver nunca mais! Arde no inferno Belzebu, depois do que fizeste aqui eu irei ter eterna paz… Ao teu lado.
Solange Coimbra
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