Minha alma está despida como esta árvore que desenhei. A borracha apagou impiedosamente suas folhas, tal como tu me apagaste a mim. Apenas uma folha verde permanece, a esperança ainda não acabou. A árvore pode voltar a ter folhas e eu poderei voltar a amar.
De uma simples semente enterrada na terra, brota uma trémula árvorezinha, que de um tronco fino passa a frondosa. Desse mesmo tronco, um ramo, dois, três, se vão esticando, cada vez mais finos, quase a querer tocar os céus. Mas com medo de os arranhar. As folhas verdes e fofas brotam desses ramos e com uma brisa brincam suavemente com os céus enamorados. Desta junção da árvore e dos céus, as flores chegam. A brisa, traída, arranca todas as pétalas das lindas flores. Mas essas, já grávidas o tempo, deixam os frutos ao cuidado da árvore, que cuida deles até morrerem e no chão cair. No próximo ano, tudo voltará a acontecer... Solange Coimbra
Explicando o porquê deste texto: Foi feito numa aula (peço desculpa, mas às vezes as aulas chegam a um pouco que uma pessoa desespera, e ao menos fiz algo construtivo sem incomodar ninguém :p), no meu caderno. Comecei por (tentar) desenhar uma árvore que ficou assim meia esquisita, não tenho jeito para as artes e no espaço que ficou inspirei-me e escrevi este pequeno texto. Eu tirei foto à folha, assim vêm melhor.
boa o texto esta altamente
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